Spencer Elden, o bebê do Nirvana, recria a capa de

O processo envolvendo o Nirvana e Spencer Elden, o bebê da capa do icônico disco Nevermind (1991), chegou a uma conclusão.

Na última sexta-feira (2), um juiz federal rejeitou a ação movida pelo rapaz, que hoje em dia tem 31 anos, em Agosto do ano passado, apontando que ele demorou muito tempo para alegar que a banda o explorou sexualmente.

No processo, Elden disse ter sido vítima de “exploração sexual infantil” e que a arte da capa de Nevermind era uma imagem de abuso sexual infantil que foi “conscientemente produzida, possuída e anunciada” pelo grupo liderado pelo saudoso Kurt Cobain.

Segundo o The Independent, o juiz declarou em sua decisão de oito páginas, obtida pelo Buzzfeed News, que Elden está efetivamente proibido de abrir outro processo contra o Nirvana e outros reús como os ex-membros da banda Dave Grohl, Krist Novoselic, a viúva de Kurt Cobain, Courtney Love, o diretor de arte Robert Fisher e o fotógrafo Kirk Weddle.

Em um comunicado ao The New York Times, o advogado Bert H Deixler, que representou os réus, disse que seus clientes estavam “satisfeitos por este caso sem mérito ter sido concluído rapidamente”.

“Bebê” do Nevermind perde ação contra o Nirvana

Por outro lado, a advogada de Spencer Elden, Margaret Mabie, disse no último sábado (3) que “pretende apelar desta decisão” e citou em seu argumento o propósito da Lei de Masha. Ela disse:

Sob essa leitura da lei, as medidas contra pornografia infantil evaporam quando a vítima na imagem completa 28 anos. Sob essa lógica, qualquer produtor de pornografia infantil […] poderia simplesmente esperar um tempo e redistribuir material abusivo impunemente.

Mabie ainda apontou que Spencer era um bebê quando a capa de Nevermind foi criada e “é impossível para ele envelhecer com essa vitimização enquanto sua imagem permanece em distribuição”.

Relembre o caso

Elden chegou a apresentar duas versões diferentes da queixa legal, incluindo a primeira em Agosto de 2021. O caso foi arquivado anteriormente por um juiz da Califórnia “com licença para alternar” em Janeiro de 2022.

O juiz determinou que o rapaz tinha 10 dias para reapresentar sua ação depois que seus advogados perderam o prazo para apresentar uma oposição ao pedido do espólio do Nirvana de encerrar o caso, que foi feito em Dezembro.

Os advogados que representam o Nirvana e outros réus argumentaram que Elden “passou três décadas lucrando com sua celebridade como o autointitulado ‘bebê do Nirvana’”. Já adulto, ele chegou até a recriar a foto por dinheiro e tatuou em seu peito o nome Nevermind.

Além disso, os representantes alegaram que Spencer vendia cópias autografadas do disco no eBay e usava o trabalho para paquerar mulheres.

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